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O PODER DA SIMPLICIDADE

07/05/2012

O principal objetivo do criador de moda deve ser a excelência no trabalho e não o culto a sua imagem

A revista americana Time trouxe essa semana em sua lista anual com as 100 pessoas mais influentes do mundo, entre personalidades cuja influência está em um ponto de inflexão, o nome da designer de moda inglesa Sarah Burton, que desde maio de 2010 ocupa a direção criativa da grife Alexander McQueen.

Sarah Burton traçou sua trajetória  ao longo de quase 15 anos como o braço do direito de McQueen. Tendo sido escolhida como sua assitente em 1996 e apontada em 2000 como chefe da linha feminina da casa.

Com a morte de Lee – como McQueen era carinhosamente chamado pelos amigos – em fevereiro de 2010, não foi surpresa para imprensa especializada que o Grupo Gucci (PPR), confimasse seu nome como sucessora do mestre da alfaitaria feminina moderna.

A designer inglesa, de 38 anos, diferente de outros estilistas que já figuraram na lista da Time, como Tom Ford (2011) e Marc Jacobs (2010), tem uma vida anônima e totalmente dedicada ao trabalho do ateliê. Seu principal mérito para crítica foi manter a mesma linha criativa de Lee a frente da marca fundada em 1992.

A escolha de Burton é um caso peculiar por refletir o primitivo modus operandi da moda no qual as camadas populares imitam a classe dominante, nisso sua escolha para lista se coloca de fato num ponto de inflexão.

Ela teria permanecido uma famosa relativamente anônima por mais algum tempo se não tivesse sido escolhida por Kate Middleton para confeccioanar seu vestido de casamento com o príncipe William em abril do ano passado. Coincidentemente, alguns meses depois, ela foi eleita a designer do ano no British Fashion Awards, prêmio mais importande da moda em seu país.

Vestir uma aristocrata tirou a tímida Sarah da obscuridade operária para os holofortes das mídias de massa. A moda ‘consagra o progresso do olhar estético nas esferas mundanas’, afirmou o filósofo francês Gilles Lipovetsky. O que serve como regra para influência dos estilistas no vida cotidiana.

“Foi uma grande honra ter sido convidada para fazer o vestido e estou muito orgulhosa do que a nossa equipe criou” disse Sarah Burton em comunicado oficial na ocasião do casamento real. Exemplificando a fórmula estabelecida desde meados do século XIX, que muitos criadores de moda precisam aprender, onde a obra – com algumas excessões – se torna maior que o criador. O contrario só tem levado ao fracasso.

Uma versão deste artigo foi publicado no suplemento Sala VIP, de O Jornal, em 22 de Abril de 2012

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