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O DESAFIO DO TRAJE ÚNICO

01/03/2012

Detalhe da estamparia de Mary Katrantzou inverno 2012

Estamparia parece ser o principal recurso dos designers londrinos para enfrentar as fracas mudanças na moda nas últimas estações 

Não há dúvidas que a semana de moda de Londres é a mais diversificada de todas. Dos alunos da Central Saint Martins – por onde passaram Galliano, Stella McCartney e Alexander McQueen – a veteranos de guerra, como Vivienne Westwood e Paul Smith, os criadores britânicos fazem parte de uma corte numerosa, onde o traje principal do inverno 2012 virá estampado.

A grande surpresa desta temporada não foram as formas, que permaneceram as mesmas, ou os materiais, que com exceção do astracã usado pelas gêmeas Annette e Daniela Felder, não foram além dos tradicionalmente empregados. A novidade da moda londrina ficou por conta de em um inverno cheio de estampas misturadas.

É preciso dizer que há por lá quem tenha muita experiência e habilidade em trabalhar com estamparia em níveis variados e sobre superfícies diversas. A Basso & Brooke, cuja direção criativa é do brasileiro Bruno Basso e do inglês Christopher Brooke, é pioneira no processo de estamparia digital na moda, usado por boa parte dos designers nesta estação.

A técnica digital funciona como uma impressora de papel, fazendo com que os desenhos sejam fiéis, tendo mais cores e detalhes. Diferente dos métodos tradicionais de estampar – com telas ou cilindros – o processo é “ecofriendly”, menos poluente, por consumir 75% a menos de água e menos componentes químicos.

Mary Katrantzou, a quem a jornalista Suzy Menkes chamou de “a rainha do tromp l’loeil”, talvez seja, na atualidade, a criadora mais habilidosa em dar a estamparia uma função diferenciada na beleza feminina. Embora muitas mulheres se sintam inseguras ao usar apenas uma peça estampada, as criações de Katrantzou apresentam um trabalho de modelagem que valoriza a silhueta e transforma a imagem da mulher. Basta olhar para sua última coleção e seu vestido de máquina de escrever vermelha.

Embora a estamparia digital seja o carro chefe dessa nova onda, os métodos tradicionais e os tecidos jacquard, tão bem usados por Matthew Williamson, foram as opções para de fuga do preto e outros tons escuros. Mesmo a tradicional Burberry, em um de seus desfiles mais mornos, aderiu à estamparia, assim como os outros, na busca de uma imagem única no meio de tantas coisas parecidas.

 

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Uma versão deste artigo foi publicado no suplemento Sala VIP, de O Jornal, em 26 de fevereiro de 2012.

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