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NYFW*VERÃO 2012 | PROENZA SCHOULER

15/09/2011

Proenza Schouler - Verão 2012 | Imagens: Reprodução/Style.com

A primeira vista,  a coleção do verão 2012 da Proenza Schouler, desfilada nesse penúltimo dia da semana de moda de Nova Iorque (14/09), cousou um certo estranhamento. Mas nada melhor do que uma boa noite de sono para entender o trabalho bem elaborado dos diretores criativos da marca.

Jack McCllough e Lazaro Hernandez se inspiraram na arquitetura Googie, estilo surgido na onda de otimismo decorrente da corrida espacial no fianl dos anos 50 e início dos anos 60. Ao lembrar desta arquitetura é válido trazer a mente o desenho da Hanna-Barbera, Os Jetsons, criado nessa época. Este estilo de arquitetura refletia o nacionalismo americano e era um exemplo forte do “American way of life”. Em sua apresentação, os meninos da Proenza Schouler trabalharam uma especie de  contracultura Googie.

Tudo que é Googie parece flutuar no espaço, diferente do tom pesado da coleção. As linhas da Proenza Schouler são tão arquitetônicas quanto as Googies, beiram o  futurismo, mas rompem com a natureza pura do estilo, com predominância de linhas finas e curvas sinuosas. Elementos da coleção, como a estamparia, são característica da época. Suas cores e a padronagem parecem saídas da tapeçaria do mesmo período – talvez a estamparia seja a única coisa que não rompe com tudo que já foi apresentado em Nova Iorque até agora.

O emprego de materiais como a ráfia e couro sintético em vestidos e suéteres, dentro do contexto de sensualidade e elegância, deu a silhueta um contraste de texturas importante para tirar a coleção do pessimismo e colocá-la dentro de um bom exemplo de trabalho manual. Os tons vivos de laranja e azul, assim como o amarelo da estampa de girassóis, deram  vida ao extenso mar de marrom que se estendeu sobre a passarela – que teve um ânimo novo combinado ao amarelo e o amarelo com o azul elétrico, um bom exemplo disso são os dois looks de Liya Kebede. As transparências, os decotes, alguns elementos esportivos – meio perdidos no contexto -, e o jacquard de seda tranparente foram os momentos mais sublimes da coleção.

O trabalho de Mccllough e Hernandez deu um grande pulo de evolução, e mesmo se debruçando sobre coisas comuns a essa temporada, criou um diferencial bem aparente. Porém ainda digo que é preciso um segundo olhar, ou outros tantos, para ver o valor que essa coleção possui. É como um quadro antigo, vai agradar a uns e a outros não.

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