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ALAGOAS TREND HOUSE’11 – MODA EMBRIONÁRIA

13/08/2011

Divulgação

A 5ª edição da semana de moda de Alagoas, que esse ano se chama Alagoas Trend House’11, vai acontecer entre os dias 15 e 19 de agosto, porém com apenas 3 dias de desfiles (16 – 18). O evento que a cada ano tem tomado proporções maiores, em seu sistema de rodízio da imprensa ncional  – que não agradou a gregos e troinaos – trará a Maceió esse ano veículos como o site Chic, de Glória Kalil e o blog Lilian Pacce, o que sem dúvida garantirá alguma notoriedade a nível nacional, ao menos aos interessados no assunto.

É importante dizer que apesar da beleza da cobertura do bolo, faltam cerejas para enfeitá-lo devidamente. A maior parte dos desfiles da semana é feita por lojas que apresentam as coleções das marcas que comercializam, o que tende a transformar o evento em um desfile de shopping fora do shopping. Claro, que esse não é um problema da organização do evento, mas sim do setor que é subdesenvolvido no estado.

Enxergo algumas razões para isso que é o ponto principal dessa discussão. A mais notável delas diz respeitos a formação de profissionais capacitados, tanto na área de criação como na de administração de negócio de moda. Criar e comercializar é o grande segredo da moda, que no afã do status de criador, muitos profissionais simplesmente ignoram. Em Alagoas falta formação para o designer de moda, e não há argumentos cabíveis hoje de que uma graduação na área não seja importante. Comerciar é a chave do sucesso. Nenhum estilista do mundo é vendido se não for vestido pelo maior número de pessoas possíveis, esta é a fórmula e não seria diferente em Alagoas. Já na questão administrar, a coisa é mais complexa.

As marcas que conheço no estado não tem grande capital, a maioria é tocada pelos criadores sozinhos, sem nenhum investimento, ou até mesmo tino comercial. Sem retorno para lojas próprias, sem identidade comercial de venda. É praticamente uma venda de Avon, onde se compra à amiga, vizinha, parente ou conhecida que é revendedora do produto. O que torna um mercado local um reduto que sufoca as marcas.

Trazer a imprensa nacional é uma boa alternativa para a situação, assim como trazer compradores – que compram em grande escala -, contudo é necessário produzir em grande escala para se vender em grande escala. Não há novidade nisso. E essa tal produção em grande escala se executa com uma palavra mágica: investimento. Capital, sócios, fomentadores, ou qualquer outra palavra do gênero é bem vinda ao setor.

Talvez show rooms agregassem ao evento um valor atrativo maior aos compradores. Show rooms de marcas menores, de confecções menores, que podem vender e crescer deixando de ser embriões fashion. É preciso, as vezes, admitir que “design” não e tudo. Existem muitos pontos que precisam ser considerados entre o esboço de uma peça e o embrulho na mão da cliente. Isso é moda, a peça que a gente leva pra casa.

Confira o Line up do evento aqui.

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