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PROENZA SCHOULER | NY # F/W 2011-12

17/02/2011

Uma construção artesanal bem elaborada acentua a posição da Proenza Schouler como marca de força.

Fotos: Site Vogue UK

Esta é um temporada de alguns contrastes. Enquanto algumas marcas mergulham fundo nas tendências que eram esperadas para o inverno 2011-12, outras mantém o pé firme na consolidação de sua identidade, fazendo seu trabalho com inovação e beleza. É o caso da Proenza Schouler de  Jack McCollough e Lazaro Hernandez, o duo americano mais inspirador nessa época de tantos designers. Não há como negar que a marca tem uma força apelativa muito mais voltada para mulheres jovens americas ( as brasileiras teriam dificuldade de vestir a marca, elas temem modelagens diferentes) – essa seria uma das suas características -, portanto seria difícil ver modelos que fossem retrô, que carregassem o peso de alguns anos na passarela. Contudo não! McAollough e Hernandez sabem como dosar na medida certa a jovialidade, vanguarda e o passado. Esta coleção foi um bom exemplo disso, começando pelas cores. Foi um inverno alegre de formas geométricas no jacquard colorido em desenhos étnicos, resultado da inspiração que sobreveio ao duo depois de uma viagem ao oeste americano. Os índios e os artesanato nativo serviram de base para construir a coleção e encher de vida a cartela de cores. Não que eles não já venham fazendo esse isso em outros trabalhos – basta lembrar do tye die colorido de duas estações anteriores.

A coisa sobre essa coleção é que o trabalho artesanal foi transformado em luxo, sem o perigo de se entrar em um tema específico e parecer caricato. Os colares lembravam colares indígenas, assim como as faixas coloridas incrustadas no tecido. A coleção flertou com a tapeçaria, mas não ficou presa a isso, libertou-se no macramê das saias, que poderiam ter ganho vestidos – fiquei esperando a entrada de um vestido todo em macramê, porém ele não veio. Mas vieram vestidos nos jacquard colorido, em um ‘engana mamãe’ moderno que colocava as costas inteira de fora, enquanto a frente exibia recortes sobrepostos na silhueta marcada na cintura e comprimento midi. O meninos conduziram tudo com muita força, com ausência total de looks fracos dentro do conceito da coleção. O que dizer dos vestidos construído de faixas largas diagonais cheios de aberturas, juntando vermelho e mostarda com o preto ou ainda da construção de recortes na lã colorida unidos montando esculturas que adquiria um movimento muito bonito com o caminhar das modelos. Os casacos longos, as saias com zípers e deburns de couro,  a alfaitaria assímétrica , são parte de um todo tão cheio de detalhes que é necessário uma estação toda para perceber o que é tudo. Foi bom ver esse passo da marca, que envelheceu sua mulher em alguns anos,  e deixou de ser – desde a estação passada ao meu ver – uma marca apenas “bacana” e adquiriu outros adjetivos que caracterizam melhor esse momento artesanal de seus criadores.

Veja as fotos do desfile:

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One Comment leave one →
  1. 17/02/2011 15:52

    Desde que vi um desfile da Proenza Schouler pela primeira vez, me apaixonei. Eles fazem o tipo de roupa que inspira e respira arte, mas de um jeito nada clichê ou apelativo. O Inverno 2011 está especialmente chic e contemporâneo, de uma visão poucas vezes vista, a cartela de cores e as formas demonstram o amadurecimento da grife, que espero eu, continue crescente nesse caminho.

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