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GLORIA COELHO | SPFW # INVERNO 2011

02/02/2011

As mulheres de Gloria Coelho prontas para uma batalha Pokémon.

 

Fotos: Charles Naseh/Site Chic

Em entrevista recente a jornalista Lilian Pacce do jornal O Estado de São Paulo, Gloria Coelho contou que não gosta do vintage, e que sua preocupação é fazer roupa de vanguarda, que tenha haver com o futuro. Isso é uma coisa facilmente notada em todas suas coleções. Depois de permanecer por algumas temporadas desenvolvendo o mesmo tema pautado pela arquitetura e explicar que isso faz parte de seu processo criativo, no qual um teme fica em sua cabeça não apenas por uma coleção, mas até amadurecer. Gloria resolveu seguir em frente e buscou inspiração em um universo nada esperado: Pokémon – o desenho japonês!

Ao julgar pelas cores no começo do desfile: preto, vermelho, branco. Parece que a inspiração inicial foram as esferas Pokémon, metade branca, metade vermelha com uma faixa preta ao centro. Com uma trilha digna da batalha Pokémon, Gloria faz sua típica modelagem estruturada, exercitando de maneira diferente os traços que marcam seu trabalho e nós tão bem conhecemos. Os casacos eram marcados por faixas de couro e recortes bicolores, dentro das formas geométricas que mudam a modelagem da manga, criando linhas oblíquas e formas que lembram armaduras.  As peças em lã astracan foram um bom momento do desfile, assim como os vestidos com faixas enfileiradas de organza e os bordados de cristais do final.

Na mesma entrevista citada acima, a estilista diz que existe disposição dos designers hoje de estarem criando baseados no comprimento longo, o que Gloria ainda não sentiu que deva fazer, por isso seus vestidos e saias continuam curtos, assim como as jaquetas. Embora a polêmica da repetição envolva os últimos comentários ao redor da estilista, que inaugura logo após a SPFW uma exposição comemorativa dos seus vinte anos de carreira no Museu da Casa Brasileira, em São Paulo, não há como negar que Glória sabe muito bem o que faz, e que suas roupas sempre olham para o lugar onde ainda as mulheres na conseguiram chegar. A pergunta que fica é: porque se pede tanto para ela mudar o tom se a gente ainda não aprendeu a dançar as primeiras notas?

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