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DO ETILISTA | SPFW # INVERNO 2011

01/02/2011

Uma festa de bonecas e seus vestido românticos.

 

Fotos: Charles Naseh/Site Chic

A coleção do inverno 2010 de Marcelo Sommer para sua grife Do Estilista foi uma experiência forte. A coleção com referência no neoprivitivismo misturou aguçados elementos artísticos que levaram a um composição dramática, quase alegórica da imagem feminina. O tom era pesado, bem diferente do seu verão 2011, que versou sobre um country mais festivo e colorido. Sommer parece querer dar um novo rumo ao seu traço, abandonando nessa temporada as coisas que mais me lembram o seu trabalho e trajetória:

1 – o teor lúdico de suas roupas que criam imagens que permanecem na cabeça por muitas estações. Roupas atemporais, que mesmo não tendo força dentro atmosfera das microtendências, exercia seu fascínio;

2 – a elaboração de peças que são tão bem executadas, que sozinhas se sustentam como referência, nas mistura de coisas como cores, tecidos, padronagens, adereços.

Sommer reuniu suas amigas modelos de longa data para esse desfile que poderia ser classificado como um “back to basic” (volta ao básico) do seu traço. E quando eu digo básico é básico de verdade, como uma volta a época do jeanswear que ele fazia tão bem na Zoomp. Coroline Ribeiro, Luciana Curtis, Mariana Weickert, Isabela Fiorentino e Ana Claudia Michels – representantes legítimas do clã de topmodels brasileiras dos anos 2000 – estavam na passarela para dar vida aos volumes passados e românticos das roupas de Sommer para este inverno. Um pouco decepcionante, admito com pesar. A coleção, quase que toda feita em vestidos de georgette, seda e muita renda, era como uma festa de bonecas de porcelana distintas reunidas. Cada uma com um vestido de uma cor mas todas com boca no mesmo vermelho incendiante. Até que aboneca mais moderna – Ana Claudia Michels – resolve não brincar de volumes e de sobrepor rendas, entrando em um casaco bicolor de tecidos misturados amplo e masculino. Nesse momento eu lembrei de quem era o desfile e de outras coisas que me fizeram falta na apresentação, como a linha masculina!

E assim Marcelo Sommer continua a acertar o seu passo, se simplificando e jogando agora com cartas de naipe mais baixo, lidando com  misturas mais simples, menos saudosistas, menos ligadas aos velhos tempos de outrora quando o nome Sommer na etiqueta de sua roupa realmente era seu.

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