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PFW SUMMER 2011 – O DUALISMO DA YSL

05/10/2010

Austeridade e sensualidade se cruzam mais uma vez na passarela da Yves Saint Laurent.

Reprodução Vogue UK

O Hotel Salomon de Rothschild foi o cenário para a apresentação da grife Yves Saint Laurent, último desfile desta segunda-feira (04/10) em Paris. Na passarela, Stefano Pilati continua sua dissertação sobre austeridade e sensualidade, em uma clara exposição de feminilidade. Tudo parecia muito impecável, as roupas, os calçados, desde a maquiagem das modelos, com sobrancelhas quase apagadas e boca bem marcada, a cor bordô também presente nas unhas. Pricipalmente, a parte de trás das peças, que foi especialmente pensada.

O macacão de seda em Freja Beha ao centro | Reprodução Vogue UK

O desfile começou com dois looks brancos, quando então Freja Beha entrou na passarela com um macacão de seda preta, frente única, e todos puderam sentir do que se trataria aquela coleção. Pilati estava mais uma vez falando de austeridade, olhando para trás em seu próprio trabalho. Os looks tinham uma leve silhueta dos anos 40, no comprimento das saias, na alfaiataria do blazers, que tinham a cintura marcada por cintos levemente camurçados. Os macacões de seda, assim como as blusas, talvez tenham sido os momentos mais bonitos da coleção. Pilati compôs linhas retas e curvas, foi mais um que trouxe os babados grandes estrategicamante posicionados. Debruou a barra das saias, que tinham uma fenda no lado direito, que terminavan no encontro com um bolso também debruado em cor contrastante.

O laranja ferrugem, tom perfeito pro verão! | Reprodução Vogue UK

Stefano Pilati quis supreender em cada detalhe, colocando sapatos que a primeira vista pareciam ser maiores que os pés das modelos, mas que eram propositalmente desenhados para isso. Imprimiu inúmeras digitais, na única estampa que pareceu na coleção, nos chifons azuis e laranja em tom de ferrugem, que trouxeram um calor à passarela. Usou a transparência e deu destaque ao colo feminino, trabalhando amarrações e decotes em V. Alguns looks que fugiram da austeridade traziam um ar latino de meados do século XX, junto a tops que deixavam a cintura de fora sobre saias levemente rodadas e com babados nas pontas. O desfile caminhou por essa linha em sua metade, mas logo retornou a linguagem que no fim transmitia sensualidade.

Texturas e volumes no verão 2011 | Reprodução Vogue UK

Duas grandes experiências fizeram o desfile da YSL interessante: a primeira foi o trabalho de texturas presente na maioria dos tecidos, com excessão do usado nos blazers, do chifon estampado e da seda lisa. Um tecido enrugado que lembrava o textura do couro de animais como o jacaré, era belíssimo e poderia ter sido usado mais. O outro tecido, em cor bege, tinha um superfície porosa, uma coisa incomum no verão, assim como o uso pelos compridos. A segunda coisa foi o volume dado ao quadril em vestidos ao final do desfile. Mais uma coisa que poderia ter sido explorada na coleção. Em um balanço geral , a proposta da YSL se mostra como uma das melhores opções  de  conforto e elegância.

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