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MFW SUMMER 2011 – JIL SANDER E O PODER DAS CORES E FORMAS

25/09/2010

Em uma apresentação de propulsão minimalista a Jil Sander promove a verdadeira profusão das cores em uma inusitada silhueta!

JIL SANDER

As cores da Jil Sander | Reprodução Vogue UK

Alguns desfilse tem a capacidade de deixar a gente hipnotizado, envolto na trilha, preso pela emoção, pelo olhar. Assim foi a apresentação da Jil Sander este sábado (25/09), em Milão, um show hipinótico em todos os sentidos. Um show que começou ao som de um grilo enquanto lentamente a modelo de vestido longo, branco, com saia tulipa longa, com cintura marcada na altura do pélvis, avançava pela passarela. Ainda não dava muito bem para entender quando começaram a vir as maxi pantalonas amplas, tipo pata de elefante, só que bem amplas nos quadris também, acompanhadas de tops simples com um grande babado em cor contrastante ao restante do look.

Um execício de sobrepor! | Reprodução Vogue UK

A esta altura, quando a cor começou a entrar na passarela, o som tranquilo do grilo da noite deu lugar ao acordes de suspense da trilha do filme  Psicose, de Alfred Hitchcock, tenso, meio sombrio. O que deixou todos extremamente ansiosos para ver qual o próximo look que sairia do backstage e nos surpreenderia. Quando então, um longo vestido em seda floral colorida, sob um casaco preto, cruzou a passarela e todos tiveram certeza de que Raf Simons estava prestes a fazer o que seria uma de suas mais emocionantes coleções em seus cinco anos enquanto diretor criativo da Jil Sander.

A silhueta ampla e minimal ao mesmo tempo. | Reprodução Vogue UK

As cores se tornaram rapidamente em listras, mas bem rapidamente, por que dava para perceber que a coisa da apresentação era a mistura das cores, que não foram apresentadas em blocos, mas misturadas em looks bicolores ou tricolores. A base da modelagem foi o balonê, presente nas saias e nos vestidos tomara que caia amplos, com uma sensação imensa de liberdade contido neles. Aliás, a silhueta proposta por Simons transmite muita liberdade, o que se conflitava ativamente com a trilha que oprimia e nos libertava no tom vívido das cores. Na junção tão perfeita do preto e branco em um top sem mangas e uma saia longa, confortavelmente ampla. As cores de seus desfile foram as mesmas usadas na apresentação do masculino: verde, rosa, roxo, vermelho, azul, em tonalidades diferentes. A alfaiataria larga, de proporções sutilmente exagerada foi usada no feminino do mesmo jeito, em sobreposições de cores. Estampas? Apenas o floral e outras aquareladas, em forma de quasares do universo, lindos e coloridos, como a luz que se fragmenta em muitas cores e se espalha sobre calças que tambem foram justas, unidas a tecidos texturizados, com dobraduras simples e faixas coloridas.

Veja o vídeo do desfile:

Eu diria, sem receio, que a silhueta proposta por Simons convida ao futuro, de uma modelagem que parte do minimal, do simples tubinho e do baloné de decadas anteriores. O comprimento, as cores, os tecidos, com certo toque tecnológico, sem exageros, levam a moda a um passo que talvez as mulheres ainda não estejam prontas a dar. O de abandonar o comprimento curto e voltar a dizer sim ao longo, como já disseram no final dos anos 90. Só que agora há algo novo, há cores, há alegria! Isso não diz respeito ao progresso feminino apenas, diz respeito a busca e ao rencontro com a elegância feminina que se encontra um pouco diluida na moda atual.

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