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NYFW SUMMER 2011 (06) – PROENZA SCHOULER

16/09/2010

Em uma apresentação emocionante Lazaro Hernandez e Jac McCollough fizeram da Proenza Schouler um divisor de águas sobre as tendências para o próximo verão.

O tie dye revisitado da Proenza Schouler | Reprodução ₢Vogue UK

Nos primeiros looks parecia que ia ser uma apresentação simples, com formas estruturadas, mini saias, casaquinhos cropped e tudo mais a que uma garota jovem tem direito hoje. Mas os meninos da Proenza Schouler estava preparando muitas surpresas para o público em sua apresentação. Um espetáculo de texturas e tons, que se coloca contra as pretensões lineares de formas e cores como branco, bege, e tons arenosos, que estão dominando o verão. As cores eram fortes: verde cítrico, vermelho, laranja, amarelo flâmula, com companhia de azul e algum bem presente preto.

Quando vemos a textura das peças, a modelagem, do que parece ser o novo talleur reformulado e reconstruído, fica difícil não associar ao trabalho de Lagerfeld na Chanel. Basta dar uma olhada rápida em alguma coleção da Chanel e se encontrará muito rapidamente as texturas dência à silhueta da década de 20. Porém eles foram mais além. A medida que o desfile avançava os looks pareciam ficar mais elaborados. Havia saias em uma trama leve de tecido a base de algodão, semelhante as saídas de praia conhecidas por nós brasileiros. A trama em tweed estava presente em vestidos de mangas longas em uma versão aprimorada do tie dye do último verão.  O casacos eram texturados também, como que em couro de jacaré, com abotoamento feito em colchetes, que se espalharam por muitas outras peças da coleção como vestidos e camisas. A coleção inteira tinha uma força artesanal que ficou inegavelmente visível no vestido de cor laranja e no verde, completamente cobertos de paetês, que simulavam um tie dye, algo esplendoroso.

Veja o vídeo do desfile:

McCoullough e Hernandez continuaram, o que já é uma marca do trabalho deles, a forma de fazer sobreposições sobre tops curtos, que lembram langerie. Deram também uma visão meio étnica ao colocarem sandálias rasteiras de couro, junto com o tie  dye em seda e grandes colares trabalhados em inspiração indígena sul americana. Outra coisa boa de se ter visto foram as peças que eram semelhantes ao trabalho do filé, renda típica da região nordeste do Brasil geralmente confeccionada em cores fortes. Isso mostra que o trabalho artesanal daqui – as sandálias de couro, as rendas, os tecidos leves de algodão – podem dar muito certo na moda. Mais uam vez aprendendo uma lição com os meninos da Proenza Schouler!

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