Skip to content

A ALMA DA ALTA-COSTURA – PARTE II

06/07/2010

GIVENCHY

 
Retomando a conversa do último post, vamos aproveitar a frase muito sábia de Chanel: “Algumas pessoas pensam que o luxo é o oposto da miséria, não é. É o posto do vulgar”.  Sim o luxo é o oposto do vulgar, não do sexy, que foi tão bem explorado por Ricardo Tisci na coleção de Alta-Costura da Givenchy esta terça-feira (06/07).
O requinte dourado de Ricardo Tisci

No posto desde 2005, Tisci estreiou na maison justamente com uma coleção de Alta-Cotura, que foi belíssima e, desde então, ele não tem decepcionado. Quando a algumas semanas atrás a Givenchy anunciou que não faria um desfile esta temporada, os fashionistas gelaram e pensaram que mais uma grife estaria dizendo adeus a semana de Alta-Costura parisiense, porém o susto foi menor.

Segundo a Givenchy eles estariam procurando uma maneira de valorizar mais a apresentação, dando uma um novo sentido para o desfile optando assim, por uma apresentação menos expansiva, restrita no número de convidados, basicamente composta pela imprensa e as compradoras muita ricas. Mas será que esta opção de fato tem  o efeito de restituir, em parte, a Alta-Costura seu devido valor? Segundo a grife um desfile de Alta-Costura custa 38% mais que um de ready-to-wear. O que, para eles, não é tão significativo, tratando-se dos gastos. Já no que diz respeito a arrecadação, talvez a coisa mude de figura, por isso o grupo seleto de expectadores dos desfile possa surtir efeito em duas vertentes: a de restaurar o status privê da ocasião, e a de realmente mostrar arte a quem tem dinheiro para comparar arte.

Aos selecionados, Tisci mostrou longos vestidos cobertos com belíssimos bordados  dourados, algumas transparências desenhado o corpo pela visão e pela foram. Transparência que também apareceu no trabalho de rendas. Alguns vestidos traziam um abertura na frente com um caimento que permitia uma leve calda. O modelo em plumas delicadas em degradê partindo do preto para o branco foi simplesmente deslumbrante – conectando uma possível tendência do degradê da mesma cor que apareceu na Dior. Já no final, o vestido branco rendado com zíperes de Mariacarla Boscono apontou um movimento de modernidade muito bem posto no luxo, que neste caso esteve muito distante da miséria, mesmo.

fotos: reprodução VOGUE UK

No comments yet

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s

%d bloggers like this: