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A ALMA VIVA DA ALTA-COSTURA

05/07/2010

CHRISTIAN DIOR COUTURE

Paris, jardim do Musée Rodin, tarde de segunda-feira. Todos anciosos para ver o que John Galliano mostraria na coleção de Alta-Costura da Dior para o inverno 2010. Todos sairiam dali fascinados com os vestidos-flores coloridos, esvoaçantes, chamativos e, acima de tudo, artísticos criados por Galliano. 

A beleza das flores no belo degradê

A beleza dos vestidos desta coleção de Alta-Custura da Dior nos faz repensar a posição atual da Alta-Costura, principalmente, no que diz respeito e seu papel influenciador na moda cotidiana. Será que isso ainda acontece? Desde do tempo de Charles Frederick Worth, considerado o fundador do mais glamuroso setor da moda, muita coisa tem mudado na Alta-Costura.  Bem, se observamos a contrução esmerada, completamente detalhada de cada vestido, perceberemos que não é apenas comércio, é o SUPREMO da moda. Chanel dizia que moda não era arte porque podia ser copiada, e arte não se copiava. Mas isso talvez se referi a indústria, a roupa pronta pra levar, e não aos vestidos que floresceram na passarela da Dior.

Exuberância que não há simplismente como não adorar!

Parecia que o pólem das flores estava sobre o corpo das modelos, ou ainda, que elas estavam envolvidas por pétalas gigantes, viçosas e fulgurantes. Um verdadeiro deslumbre que revive a antiga prestigiada posição e título do Couturier. Aquele que é mais que apenas estilista, é um artista, que não faz apenas comércio, mas transforma aquilo que é possivel vestir em arte. Não há palavras para descrever cada look, como pareciam vindos de sonhos, sonhos de mulheres muito ricas, que poderão desembolsar pequeninas fortunas para ter com exclusividade cada peça.

É construir, criar, tingir – o exercício de muitas artistas que contribuem para beleza da obra.

Alta-Costura ainda é sonho e enquanto as mulheres sonharem sempre haverão Couturiers talentosos, para tornar esses sonhos realidades. Se sua influência na moda cotidiana é relevante ou não. Basta dizer que de onde nasce os sonhos é possivel vir qualquer coisa, a fonte do que é belo e desejável nunca secará. O filósofo francês Gilles Lipovestky disse sobre os grandes criadores da Alta -Costura do passado que “é preciso reconhecer aí uma roptura, a afirmação do direito recém-adquirido do costureiro de legislar livrimente em matéria de elegância”.  Direito esse, que não pode ser negado hoje, se não o que nos restaria?

fotos: reprodução VOGUE UK

One Comment leave one →
  1. 06/07/2010 23:19

    I miss the good old times.
    Mas nesse mundo de luxo fabricado em massa, de culpa pelos bônus milionários, de nouveaux riches parece que a haute couture já era….
    ainda bem que sempre haverá Dior

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