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SPFW VERÃO 2011 – DAY 3

12/06/2010

E aí, prontos para conferir o terceiro dia de desfiles na SPFW?

CAVALERA

As meninas da Cavalera

A Cavalera completa 15 anos, e comemora fazendo um desfile que reafirma a alma rocker da marca, que a cada temporada ganha mais glamour e sofisticação. É muito difícil manter a identidade de uma marca durante muito tempo, mas a Cavalera tem feito isso mesmo com a passagem de alguns diretores criativos. Igor de Barros e Fabiano Grassi acertaram quando decidiram fazer um rock glamuroso este verão. O branco e preto foram as cores escolhidas com algumas pitadas de pink e amarelo fluo que animaram os looks. Os minis carregados de rendas, com sais rodadas foram os queridinhos do desfile. Pros meminos, barra dobrada, mocassin com cadarço e uma alfaitaria alegre em preto, algo meio despojado e descontraido. Um bom momento, o look todo e indigo clarinho no começo do desfile com camisa jeans e pegada militar! O desfilo em suma foi agradável! 

Os meninos da Cavalera

MARIA BONITA

Arquitetura do Nordeste no desfile da Maria Bonita

O verão da Maria Bonita foi inspirado na brasilidade nordetina, um ar leve de sartão se refletia no amassado dos tecidos, na arenosidade da cartela de cores que fluia para um azul calminho até um prata brilhante mas discreto. As formas foram muito simples e amplas, propondo uma amplitude na parte de baixo do corpo. As calças eram tipo pantalonas, porém curtas, um efito que ficava bonito como proposta de silhueta. O desfile foi estremamente simples, não havia estampas e a neutralidade das coros evocava uma monotonia que só foi quebrada com os looks mais coloridos do final. Os materias usados nos tops, madeira e acrílico, deixavam transparecer um ar de artesanato, mas que não ficou forte. As roupas serão uma ótima opção para um final de semana na praia com muito conforto.

WILSON RANIERE

A frescor chic de Ranieri

O desfile de Wilson Raniere foi brilhante, literalmente, e delicado. Ele juntou as melhores coisas que são tendências para a próxima temporada: os neutros, o brilho, os tons fluo, o ar boudoir, a moulage – que está em alta. Ranieri criou vestidos em seda fluídos, prorcionais ao corpo, festivos e agradabilíssimos. Um macacão em greige brilhante sobre um corsete e faixa amarela, foi um dos melhores looks do desfile, traz leveza, elegância e praticidade. Porém o melhor momento, para mim, foi o momento fianal do desfile, o trio de vestidos greige paetizados em tranparência e acetinado. Algo que poderia ser explorado mais, contudo ficou perfeito no conjunto da obra que é fácil de querer e facil de usar.

SAMUEL CIRNANSCK

As bruxas veraneias chiqérrimas de Samuel Cirnansck

Vamos falar de Halloween? Pois é, uma das boas coisas sobre Cirnansck é o tema que sempre escolhe para suas coleções, desta vez ele quis perguntar: doce ou susto? Eu diria que foi uma mistura do dois. Susto, quando se pensa que um tema desses pode funcionar para uma coleção de verão brasileiro. E doce, quando se vê como tudo foi trabalhado mantendo-se o senso estético do tema sem exageros. Muito se falou sobre um efeito Lady Gaga no desfile de Cirnansck, mas digo que não senti nada disso. Pelo contrário, vou mais fundo na referência, Thierry Mugler é que parece ter povoado o imaginário do estilista. Como? No brilho, no trabalho da texturas e materias, mesmo as camisetas cobertas de paetês tem uma alma especial e fantástica. Cirnansck confima mais uma vez o trabalho de seu ateliê como artístico e apurado, sendo um dos estilista que pode fazer tudo com a obra de suas mão quando o quesito for requinte e luxo! 

FH por FAUSE HATEN

Um mix de muitas coisas!

Bem, há algum tempo eu li uma entrevita da Regina Guerreiro dizendo o que ela achava de algumas pessoas, entre elas Fause Haten. Regina disse que achava sua proposta muito confusa e não entendia que imagem Haten queria para a mulher brasileira. Depois de toda a novela envolvendo a sua marca acho que agora entendemos menos ainda o caminho que Haten quer trilhar com a FH. Nesta edição da SPFW ele foi estranho novamente, suas roupas pareciam desconexas, misturadas demais, apáticas, sem referencial. Ele misturou tecidos e uma coleção praticamente feita de vestidos de noite – uma vez que atende suas clientes em seu atliê, penso que isso, ao menos isso foi apropriado -, encurralando a marca neste nicho da moda. O que balançava um pouco na visão geral era a mistura da beleza de tecidos e materias, algo que em alguns looks não beirou a breguisse, mas tornou-se literal. Tal como o vestido com faixas e logomarca inscrita. Talvez Fause retorne para sua antiga percepção, que me agradava e não era tão confusa, quanto a que esta tendo agora.

fotos: FFW – Agência Fotosite

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