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SPFW VERÃO 2011 – DAY 2

11/06/2010

Confira o que roulou no segundo dia da SPFW:

IÓDICE

As garotas do balneário

Poderia ser realmente um belo passeio em uma enseada, no final de tarde durante todo o desfile se Waldemar Iódice não tivesse escolhido tentar migrar para a sensualidade em seu desfile. A presentação que começou com vestidos pretos e brancos com uma cobertura de tecido trabalhado e cortado a lazer, que parecia renda, se perdeu e caiu na mesmice do meio pro final. A cintura muito alta, marcada, a restrição da cartela ao bege e ao terra desanimaram o tom do desfile deixando a Iódice com cara de boa opção de consumo apenas. Os vestidos chamise mais amplos poderiam ter sido mais explorados com a adição dos dois cintos, que me remetia a um inverno de Hercovitch. A marca sem dúvida venderá na próxima estação, pois continua no conceito rígido de suas clientes.

ALEXANDRE HERCHCOVITCH

Exercício do colorir expressionista

Não há dúvidas de que Hercovitch sabe usar as cores. Ele sempre cria as melhores estampas da temporada, sempre é colorful na medida certa e nunca é monótono. bem no início do desfile foi fácil reconhecer a influência da silhueta característica da Balenciaga, principalmente nos ombros. O início do desfile trouxe uma monocromia de vestidos acetinados em vermelho, azul, verde, laranja clarinho, e de repente comçam a brotar o quadrados coloridos que antes já haviam aparecido mas em monocromia. Alexandre trabalhou uma geometria técnica, pricipalmente na modelagem dos ombros, ensaiando estruturas que reforças seus traços característicos. Sua roupa é de vanguarda e evoca um espírito hi-tech mesmo sem tanta tecnologia. Um momento especial foi o macacão em degradê do roxo ao vermelho na barra, simplismente paralisante.

ELLUS

Feminino da Ellus

O jeans wear mais conceituado do país vai estar mais lavado, bem mais, e com variacões do indigo ao preto completamente de desbotado. A Ellus propôs para as mulheres uma silhueta seca, manteve a cintura elevada, combinou cores claras como o nude e o cinza mescla com um estampado colorido. A mistura para os homens foi a mesma, só que com a afirmação do xadrez que tenta abandonar as mulheres, mas persiste com os homens. A calça colorida com a barra dobrada, que a algumas estações corre o mundo lá fora, parece que entrou na visão da marca também agora. Que assim seja!

Masculino colorido da Ellus

Cori

A silhueta dos 50's

Não há muito o que dizer, Andrea Ribeiro e Giselle Nasser, talvez inspiradas pelas revival dos anos 50 da Prada e da Vuitton no inverno passado, trouxeram toda a aura da década em um disfarce muito leve de safari chic. As cores neutras não ajudaram, o laranja forte que veio para ascender cartela parece ter sido solitário em poucas peças aveludadas. Os volumes demasiadamente concentrado nos quadriz forçaram um pouco a imagem e tiraram a leveza de muitas peças. Houve muita coisa bonita no desfile, o que sem dúvida agradará a clientela da marca.

OSKLEN

O agradável masculino da Osklen

Não gosto muito de coleção masculina e feminina desfiladas juntas, com o mesmo tema, isso tende a enfraquecer um dos lados. No caso da Osklen de Oscar Metsavaht, o feminino foi a vítima. Em uma coleção chamada de Oceans, não poderia faltar azul, que foi explorado em toda sua tonalidade. Oscar buscou também o universo dos pescadores, interpretando o arquetipo da vida de quem vive do mar, nisto foi muito feliz, o que deu muita força ao lado masculino. O comprimento das peças, as texturas dos tecidos, o material que lembrava redes de pesca, parecia se encaixar na leveza de roupas para curtir uma praia, tirar férias. No verão da Osklen a volta da calça saruel, com paetês para elas e brilho para eles, uma boa volta, eu diria. No desfile a sequencia dos looks foi em degradê do azul quase cinza claro para o marinho e o preto, uma viagem ocenâica que lembrava uma colonia de pescadores numa cidadezinha a beira do Mediterrâneo.

O feminino da Osklen

TRITON

Paris Hilton e sua peruca loira (?)

Quando é preciso chamar uma celebridade há algo que se quer deixar um pouco de lado, neste caso Paris Hillton veio para dar ânimo ao inverno da muitas referências e poucas novidades da Triton. Foi tudo bege, sem muito movimento, a não ser das franjas que não passaram despercebidas, pesando até demais no look. Imprimindo um rítimo meio country que não era sustentável. Foi comercial, e quando tentou deixar de ser, ficou estranho, descompassado. Foi uma proposta um pouco confusa, menos confusa do que a do inverno passado, mas ainda assim confusa!

fotod: FFW – Agência Fotosite

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