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BALENCIAGA: O GRANDE EXERCÍCIO DE CONSTRUÇÃO

04/03/2010

Visão em close dos looks do inverna da Balenciaga

A primeira vez que notei Nicolas Ghesquière foi em outubro de 2001, nos desfiles de primavera/verão 2002 em Paris. Na passarela da Balenciga havia um trabalho muito bem contruido de patchwork coloridos, texturizados, que se misturavan com tecidos de algodão e crepe estampado em floral Liberty. Aquela apresentação me pareceu surpreendentemente maravilhosa!
Em 2010, quase 10 anos depois, o exercíco de contrução continua, mais elaborado, mais inventivo e de difícil explicação. Foi o que muitos fashionistas concluiram esta manhã em Paris com a apresentação do inverno 2010 da Blenciaga.

Os casacos bem construidos de Ghesquière

Ghesquière continua vestido a mulher para o futuro! Com elementos que ele domina muito bem, como o toque de sportwear mpreciso, o trabalho com texturas e modelagem recortada. Sua silhueta continua a mesma, a que propõe a mulher longilínea, geometricamente vertical.
No primeiro momento do desfile, uma sequencia de casacos recortados, com pelos sintéticos, tão detalhados que é impossivel apenas ter uma visão geral do look, precisa aproximar para entender a construção. Em seguida uma série de vestidos e tops que remetiam as cores de seu útimo verão, com o verde pistache misturado a cores arenosas, que evoluiu para uma montagem ainda mais complicada, o que pareciam ser camisas de material plástico, talvez látex, é um pouco difícil de descrever. Havia ainda, em quase todos os looks, um trabalho de bordado que conferia formas geométricas as peças, um matelassê diferenciado, em cículos, losangos, com linha de cores contrastantes ou não ao tecido.

Mas as surpresas não pararam por aí. Uma claça ou talvez um modelo novo de macacão, ou vestido ou saia que parecem estar juntos, unidos pelo zíper, mas pareciam separados, peças distintas. É preciso um grande exercício de visão para ver onde começa uma coisa e termina outra.
Nicolas Ghesquière revive uma estampa, que eu lembro que ficou muito popular no Brasil, aquela estampa de jornal desconexa, onde nada faz sentido no que está escrito.

A possível volta de estampa de jornal

Mesieur Ghesquière está muito mais maduro, sem medo de parecer comercial, muito embora suas pessas sejam altamente desejáveis. A liberdade para criar parece ser total, mesmo que seu trabalho encareçam as peças, que muitas vezes tem que ser manufaturadas. Ele cria com energia e froça, sempre se inspirando na arte.

fotos: Vogue UK

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